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Prefácio

 

“ Aine nos adverte logo no início:

'E você tem consciência do que está querendo saber? Tem noção do quanto isso pode afetar a sua existência?'

Assim como Pandora aceno teimosa e afirmativamente junto com Cosmo . E assim início minha jornada pelas mãos de Osíris Reis.

Hábil chaveiro do imaginário, Osíris abre portais e lança-nos, sem aviso, em algum lugar no passado remoto da humanidade. Uma vez lá e aturdidos como seus personagens, tateamos em suposições para tentar entender o que está acontecendo e então, de repente, a consciência de nossa nova realidade emerge em ecos de lugares já lidos, vistos ou visitados. Nesse exato momento, mesmo tendo sido avisados por Aine , somos tomados por uma sensação de desafio e nos atiramos às páginas de seu romance em uma ávida leitura até o ponto final.

Treze Milênios atravessa as dobras de nossa imaginação e faz-nos repensar mitos e mistérios que fascinam e atemorizam. A trama desenvolve-se como um jogo de sedução onde autor e personagens insinuam-se ao leitor, envolvendo-o num fluxo de palavras e imagens quase tântricos. A narrativa, ora crua ora pulsante, revela-nos o trabalho minucioso e cuidadoso do Osíris artífice, cujo olhar meigo e carinhoso nos trai ao esconder sua paixão ardente por histórias povoadas por deuses, homens, tecnologias, magias e estrelas. ”

 

Selma Oliveira
Doutora em Comunicação
Universidade de Brasília

 

 

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